segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Tão roubando PACaramba!


O PAC, além de lento, ineficaz, eleitoreiro e paquidérmico, tem sido um ralo de fraudes sem precedentes. Claro que esse assunto de licitações fraudadas não é nenhuma novidade em nosso país, mas a coisa está indo de mal a pior. O exemplo que vem de cima, tanto do executivo quanto do legislativo, também, não ajudam em nada. A sensação de que a impunidade vai premiar os trambiqueiros é uma realidade nua e crua.
Por esta ótica, a filosofia passou a ser inversa: "O crime compensa sim, e muito!"
E como dá muito lucro, a verdade é que estão roubando PACaramba!



Charge do Cícero

PF prende 11 acusados por fraude em licitações de obras do PAC

da Folha Online

A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira 11 pessoas acusadas de fraude em processos licitatórios envolvendo recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

A operação, batizada de Pacenas, cumpriu todos os mandados de prisão e mais 22 de busca e apreensão em Cuiabá (MT). São cumpridos também cinco mandados de busca e apreensão em São Paulo, três em Goiânia e um no Distrito Federal.

Segundo a PF, as investigações iniciaram em 2007 na Superintendência de Polícia Federal em Mato Grosso, através de denúncias do TCU (Tribunal de Contas da União) e do Ministério Público da União e do Estado.

A Polícia Federal informou que a fraude se dava por meio de indução nos editais de cláusulas que direcionavam determinadas empresas por meio de cláusulas consideradas restritivas.

Segundo a denúncia, as empresas já eram vencedoras das licitações mesmo antes do procedimento licitatório, pois os concorrentes ajustavam o conteúdo das propostas previamente, oferecendo pagamentos em dinheiro e parte dos contratos firmados com a prefeitura.

As empresas integrantes do esquema contariam com grande força política, sejam por pertencerem a políticos conhecidos em Mato Grosso ou por intenso contato de seus proprietários com políticos municipais.

De acordo com a PF, foram encontradas irregularidades em fiscalizações relatadas pelo TCU, como a falta de parcelamento do objeto, preços acima dos praticados no mercado e atestados técnicos que extrapolam a análise qualitativa.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, advocacia administrativa e formação de quadrilha.



Charge do Guito

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