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O jurássico suplente de suplente Paulo Duque e suas peripécias

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Como um senador que era segundo suplente, isso mesmo, segundo suplente, chega ao centro das atenções da política nacional, como presidente do Conselho de Ética do Senado Federal? Simples... Eis a fórmula mágica: Pela Constituição, não é permitido acumular dois ou mais cargos públicos eletivos. Em razão disso, Sérgio Cabral, que foi eleito para o Senado em 2002, precisou renunciar ao mandato de senador para assumir o governo do Rio de Janeiro. A mesma regra, no entanto, não se aplicava a Régis Fichtner, uma vez que o cargo de chefe da Casa Civil não é eletivo. Sendo assim, ele poderia assumir o mandato de senador e apenas se licenciar para exercer o cargo no secretariado do Rio. Isso abriu caminho para que o segundo suplente de Sérgio Cabral, Paulo Duque, pudesse exercer o mandato. Dá para acreditar numa coisa dessas? Candidato único para presidência do Conselho de Ética do Senado, passou a protagonizar toda essa pantomima que estarrece a opnião pública brasileira, opnião pública, aliás...