sábado, 25 de julho de 2009

Carniceria Brasil - SUSpeita-se que saúde por aqui não é prioridade


Carniceria, como você já deve saber, é o termo espanhol para açougue. Nossos hospitais públicos, parecem mais com açougues do que com sstabelecimentos onde se recebem e se tratam doentes.

Isso mostra que saúde e educação no Brasil estão longe de ser prioridades. Enquanto no governo os nababos se enriquecem, o povo morre à mingua. Morre à mingua e burro, diga-se de passagem.

Isso é uma vergonha! Isso é lamentável... Em 2010, não faça caca, pois urna não é latrina. Pense na grande maioria dos 200 milhões de brasileiros que precisam do SUS para não morrer.

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Governo deixou de investir R$ 5,4 bilhões na saúde, diz Ministério Público

CHRISTIAN BAINES
colaboração para a Folha Online, em Brasília


O governo federal não está aplicando no setor da Saúde os recursos mínimos estabelecidos pela emenda constitucional 29. Procuradores da República do Ministério Público Federal do Distrito Federal disseram que pelo menos R$ 5,4 bilhões deixaram de ser investidos.

Segundo o levantamento, a União cometeu quatro erros que estariam maquiando as contas públicas. Entre os equívocos, o governo contabilizou gastos do Bolsa Família como se fosse do setor de saúde. "Enviamos a recomendação à administração federal, na qual pedimos a recomposição desses valores e, sobretudo, que essas práticas não sejam mais adotadas daqui para frente", disse o procurador da República Carlos Henrique Martins.

Os equívocos do governo em calcular o mínimo começaram há nove anos. Em 2003, o governo deixou de investir cerca de R$ 1,5 bilhão na saúde. "Isso interfere na vida social, na falta de atendimento médico à população. Inclusive, no cenário atual de gripe suína, em que pensávamos estar preparados, a situação poderia ser melhor se o governo tivesse cumprido o pagamento", afirmou o procurador Peterson de Paula Pereira.

O governo tem até o final deste mês para dar um posicionamento em relação ao estudo. Apesar de poder entrar com ação contra a União caso o prazo não seja cumprido, o Ministério Público pretende negociar para conseguir o acerto nos cálculos do mínimo. "Nós podemos impetrar ações contra o governo. Ações exigindo o pagamento deste valor que deixou de ser investido e ações punitivas a agentes que cometem esses equívocos. Porém, não é essa nossa intenção", afirmou Martins.



Crédito da charge: blogdomangabeira.blogspot.com

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