terça-feira, 18 de agosto de 2009

FGV propõe dieta ao senado

A Fundação Getúlio Vargas diagnostica obesidade crônica e compulsão por verbas no senado. Recomenda parcimônia nos gastos e corte de pessoal para reduzir o inchaço da máquina. Proposta já foi entregue ao presidente da casa José Sarney que diz que vai submetê-la a um "conselho" (já sabemos o que conselho significa por lá) e depois ao plenário. Este diagnóstico é absolutamente óbvio e, certamente, não era preciso dos técnicos da FGV para trazê-lo. Qualquer um com algum juízo já sabia de tudo isso. Não digo, que uma reengenharia no senado não seja urgente, com certeza é, porém, muito mais urgente é uma auditoria nas contas da casa. Quanto a proposta da FGV, já tem destino certo: gaveta. Um conselho no senado para discutir redução de gastos e corte de pessoal? Se você acredita em papai noel, coelhinho da páscoa, fadinhas e duendes, pode acreditar nessa também.


FGV propõe redução de gastos de R$ 376,4 milhões no Senado

Proposta foi entregue nesta terça ao presidente José Sarney.
Tema será debatido ainda por um conselho e pelo plenário.

Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentou nesta terça-feira (18) uma proposta de redução de R$ 376,4 milhões por ano nos gastos do Senado. O Orçamento da Casa para 2008 é de R$ 2,8 bilhões. A proposta foi entregue ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ele submeterá as sugestões a um conselho diretor da Casa e, posteriormente, ao plenário. Só após estas fases a proposta poderá ser implementada.

Para Sarney, a ação vai ajudar a modernizar a Casa, que tem sofrido algums críticas “injustas” por sua administração. “Tivemos algumas coisas no Senado, que são alvos de crítica, algumas improcedentes e outras injustas, uma delas em relação aos funcionários, que são os melhores da administração brasileira”.

A análise da FGV foi pedida por Sarney no início do seu mandato como presidente da Casa, em fevereiro. A proposta entregue nesta terça propõe um amplo corte nos cargos de direção da estrutura da Casa. Das 13 grandes assessorias e 41 diretorias que a Casa tem restariam apenas 13. Nas assessorias de grande porte, o corte seria de 89 para 19. Nas chefias, a redução seria de 379 para 240.

A proposta contempla ainda um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para os servidores efetivos. A meta é reduzir em 20% o número de efetivos. Caso o PDV não alcance toda a meta, a redução poderá ser alcançada com a cessão de funcionários para outros órgãos do Executivo e do Judiciário. Novos concursos estarão suspensos, pela sugestão da FGV.

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