sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Lula mostra a Mercadante que a fila anda

Numa clara demonstração de que Aloísio Mercadante já era persona non grata na liderança do PT no senado, Lula nem esperou o "companheiro" oficializar a saída. Já tem substituto para ele, ou seja, nem vai dar tempo de esfriar a cadeira. Seus companheiros avaliam que ele cometeu uma grande mancada. Mas acredito que os seus eleitores vão fazer uma leitura diferente. Nunca é tarde para sair do poço de lama em que se transformou o PT. Esperemos que ele tenha a mesma coragem de Flávio Arns e Marina Silva. O anúncio de sua saída da liderança ocorre em um momento de crise da sigla. A bancada do PT perdeu quatro senadores desde a eleição de 2002, quando foram eleitos os senadores cujos mandatos terminam em 2011. No momento em que a Justiça Eleitoral confirmar as duas desistências, o PT contará com apenas 10 senadores. Se ele tiver a coragem de se pirulitar também, ficariam apenas 9.


Esta charge do Erasmo foi feita originalmente para o

Lula já escolheu líder sucessor de Aloizio Mercadante no Senado

Da AE

Convicto de que na política não há vácuo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva movimentou-se ontem para preencher o lugar de líder do PT no Senado. Pouco depois de o senador Aloizio Mercadante (SP) anunciar sua decisão de renunciar à liderança, no fim da manhã, o presidente já tinha candidato à sua sucessão: João Pedro Gonçalves da Costa (AM), sindicalista que saiu da suplência do ministro dos Transportes, senador Alfredo Nascimento (PR), para assumir a vaga de titular na condição de amigo pessoal, parceiro confiável e aliado fiel do presidente Lula.

Em meio à crise política que confrontou bancada, partido e Planalto, João Pedro é considerado o perfil mais adequado para substituir Mercadante, pela postura equilibrada e a cordialidade no trato, que lhe garante trânsito fácil no governo, na direção petista e na oposição.

João Pedro também mostrou-se conciliador, quando forçado a ler a nota do presidente do PT, Ricardo Berzoini, no Conselho de Ética do Senado, porque Mercadante se recusava a defender a posição partidária favorável ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Em vez de atacar o líder, fez sua defesa na reunião da bancada.

A despeito de apelos petistas para que permaneça no cargo e apesar de a conversa com Lula ainda não ter ocorrido, no início da noite de ontem ninguém tinha dúvidas de que a renúncia é uma questão de horas. Não por Mercadante tê-la anunciado como "decisão irrevogável", mas por ele ter perdido as condições políticas para se sustentar no cargo.

Quando ameaçou renunciar durante a reunião que teve com Berzoini, e a cúpula petista na Câmara e no Senado, antes da reunião do Conselho na quarta-feira, ninguém - nem mesmo João Pedro - ponderou em contrário. Até senadores que lhe pediram para ficar, na última reunião da bancada, avaliam, nos bastidores, que Mercadante cometeu "um erro político enorme". Dizem que, ao se recusar a indicar senadores do bloco governista para as duas vagas de titular do Conselho, Mercadante levou o PT para o "centro do furacão", embora o partido fosse mero coadjuvante na crise do Senado.

Isso, além de ele ter provocado uma crise entre a bancada, o Planalto e a direção partidária e de ser o "culpado" pelo racha interno. Os outros dois votos pró-Sarney no conselho - Ideli Salvati (SC) e Delcídio Amaral (MS) se consideram "traídos e abandonados" por Mercadante.


Esta charge do Pelicano foi feita originalmente para o

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é muito importante aqui. Ao comentar você nos incentiva a continuar nosso trabalho. Responderei neste mesmo espaço. Vamos prosear...