segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O DIA DO FICO - Sarney diz que fica porque denúncias são fraquinhas e devem ir pra gaveta

SARNEY E O DIA DO FICO: "SE É PARA A DESGRAÇA DESSE POVINHO TRAÍRA E A INFELICIDADE GERAL DA OPOSIÇÃO, DIGAM A TODOS QUE FICO."


Denúncias contra Sarney são 'fracas' e deveriam ser arquivadas, diz advogado

Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, fará a defesa de Sarney.
Conselho de Ética deve analisar 11 ações contra presidente do Senado.


Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirmou nesta segunda-feira (3) que as 11 medidas feitas no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), são “juridicamente fracas” e deveriam ser arquivadas de imediato. Para Kakay, apenas o “componente político” será capaz de levar algum processo adiante. O advogado será o responsável pela defesa de Sarney junto ao Conselho de Ética.

“Li todas as representações e denúncias e elas são tranquilas. Não tenho nenhuma preocupação jurídica, mas é claro que tem o componente político. Juridicamente, as representações são fracas e não há nada que preocupe. Juridicamente, não há motivo para a instauração de qualquer processo. É claro que o conselho tem também a sua visão política e aí eu não posso opinar”, disse Kakay, por telefone, ao G1.


O advogado esteve com Sarney e outros senadores nesse domingo (2). Segundo ele, o presidente do Senado não mostrou qualquer sinal de que possa deixar o cargo. “Estive com ele e a disposição dele é absolutamente clara de ir para o enfrentamento”. Kakay deve voltar a se reunir com Sarney nesta noite.

Ele esclarece que não será o responsável pelas ações que os aliados de Sarney prometem entrar no Conselho de Ética contra adversários. “Vou jogar na defesa, não no ataque”, brincou.

Os 11 pedidos de investigação contra Sarney abrangem temas como os atos secretos, os negócios de um neto do senador com crédito consignado na Casa, irregularidades na Fundação José Sarney, entre outros.


Na próxima quarta-feira (5), o Conselho de Ética fará sua primeira reunião de trabalho. O presidente do colegiado, Paulo Duque (PMDB-RJ), deve começar a analisar as denúncias contra Sarney. Duque é o senador que afirmou que “não existia independência total na política” e que chamou a opinião pública de “volúvel”.

O Conselho de Ética é composto de 15 membros. Na composição atual, a base do governo tem dez cadeiras. A oposição conta com cinco.

Se as denúncias forem acolhidas pelo conselho, Sarney poderá ser afastado do comando da Casa. Isto porque, em fevereiro de 2008, o Senado aprovou projeto de resolução que afasta dos cargos de comando da Casa os parlamentares investigados por quebra de decoro parlamentar.

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