sábado, 8 de agosto de 2009

O jurássico suplente de suplente Paulo Duque e suas peripécias

Como um senador que era segundo suplente, isso mesmo, segundo suplente, chega ao centro das atenções da política nacional, como presidente do Conselho de Ética do Senado Federal? Simples... Eis a fórmula mágica: Pela Constituição, não é permitido acumular dois ou mais cargos públicos eletivos. Em razão disso, Sérgio Cabral, que foi eleito para o Senado em 2002, precisou renunciar ao mandato de senador para assumir o governo do Rio de Janeiro. A mesma regra, no entanto, não se aplicava a Régis Fichtner, uma vez que o cargo de chefe da Casa Civil não é eletivo. Sendo assim, ele poderia assumir o mandato de senador e apenas se licenciar para exercer o cargo no secretariado do Rio. Isso abriu caminho para que o segundo suplente de Sérgio Cabral, Paulo Duque, pudesse exercer o mandato. Dá para acreditar numa coisa dessas?

Candidato único para presidência do Conselho de Ética do Senado, passou a protagonizar toda essa pantomima que estarrece a opnião pública brasileira, opnião pública, aliás, com a qual ele não dá a mínima. Quem poderia esperar outra atitude de Paulo Duque. Olha a pérola que ele soltou ao ser questionado sobre a repercussão de suas decisões no colegiado:

"Não estou preocupado com isso. A opinião pública é muito volúvel. Ela flutua."

Traduzindo: "Tô nem aí... tô cagando e andando pra opnião pública."

Paulo Duque está na mesma linha do seu colega Dep. Federal Sérgio Moraes, que disse: "Estou me lixando para a opinião pública. Até porque a opinião pública não acredita no que vocês (jornalistas) escrevem. Vocês batem, mas a gente sempre se reelege".

Criou um tremendo quiprocó com a turma da Heloísa Helena, os xiitas do PSOL. A direção do PSOL estuda entrar com uma interpelação judicial contra o senador Paulo Duque (PMDB-RJ), presidente do Conselho de Ética, que, entre outras declarações polêmicas, disse que o partido “não existe”.

Traduzindo: "Tá cagando e andando pra partidinho também."

Parece que ele anda cagando e andando ( mais cagando do que andando ) pra todo mundo.

Pra entender quanta ética nosso digníssimo senador é capaz de defender, só pra lembrar, em 14 de março do ano passado (2008) foi publicado no portal G1:


Dois senadores superaram limites de gastos em fevereiroLimite de gastos mensal é de R$ 15 mil, mas conta é fechada por semestre. Ideli Salvatti (PT-SC) e Paulo Duque (PMDB-RJ) usaram saldo de janeiro.


Os senadores Ideli Salvatti (PT-SC) e Paulo Duque (PMDB-RJ) excederam o limite de gastos com verba indenizatória no mês de fevereiro. Ambos superaram o teto de R$ 15 mil, mas receberam mesmo assim compensação do Senado. As contas com verba indenizatória são fechadas a cada seis meses e os parlamentares podem acumular saldo de um mês para o outro.


Charge do Cícero

Breve biografia da peça:

Paulo Hermínio Duque Costa (Rio de Janeiro, 2 de outubro de 1927) é um político brasileiro.

Foi deputado estadual durante oito mandatos no antigo estado da Guanabara e no novo estado do Rio, estado este surgido com a fusão, em 1975. Integrou a CPI que investigou a denúncia de afogamento de mendigos no Rio da Guarda durante o governo Carlos Lacerda.

Nas décadas de 60 e 70, Paulo Duque foi um dos representantes do chaguismo, corrente política dentro do antigo MDB comandada pelo ex-governador Chagas Freitas.

Em 2007, assumiu mandato no Senado Federal, na segunda suplência da vaga deixada por Sérgio Cabral Filho, titular que renunciou ao tomar posse como governador do Rio de Janeiro, e por Regis Fichtner Velasco, primeiro suplente que se licenciou do Senado para assumir uma das pastas do secretariado do Governo Cabral.

É filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) do Rio de Janeiro.

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