quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Tuma pede colegas para pegarem leve uns com os outros

O ex-xerifão Romeu Tuma pede paz e amor entre os colegas senadores. O tempo é mesmo um santo remédio para muita gente. Vale lembrar que ele já foi chefe do antigo DOPS que era o mais truculento órgão de repressão a serviço do regime militar. Que ninguém se esqueça que durante a sua estada neste órgão, muitos opositores do regime foram torturados e mortos. Verdade seja dita, ele tem em seu curriculum feitos memoráveis, tais como, desenterrar ossada de carrasco nazista (Joseph Mengele) e capturar Buscetta (não confundir isso com os feitos de Renan - Buscetta em questão pertence ao mafioso Tommaso que cagoetou meio mundo da cosa nostra verdadeira). Mas seu último feito como xerife não é dos mais louváveis: Mandou pro além Toninho Turco e com ele um arquivo vivo que ferraria a carreira de uma pá de gente da polícia inclusive a dele. Quem não se lembra da Operação Mosaico que, ao contrário de prender com pompas e circunstâncias um traficante da envergadura de Antônio José Nicolau, sapecou o mala dentro de sua própria casa. Isso se chama "queima de arquivo" no jargão policial e no nosso também! Agora o pacífico Dr. Tuma, corregedor-geral do senado, com invejável fleuma, recomenda que os ânimos sejam contidos e que a paz reine entre os nobres colegas. Quem te viu e quem te vê né Tumão!



Recorte de jornal da época(1987):

No dia 11 de fevereiro, a Operação Mosaico I teve a sua principal ação com a morte do traficante Antônio José Nicolau, o Toninho Turco, responsável por 60% da cocaína vendida no Rio (volume que variava de 8 a 15 toneladas por mês). Na ação foram utilizados 170 policiais federais de todo o Brasil, 70 homens do grupo de elite da Polícia Militar e 25 detetives que ficaram dois dias reunidos no Centro de Instrução da Brigada Pára-quedista, em Deodoro. Os policiais chegaram na mansão de Toninho Turco, que ficava na Rua Belize, em Marechal Hermes, por todos os lados. Até um helicóptero foi usado na ação. O bandido tentou reagir e foi baleado. O delegado responsável pela operação ainda tentou levá-lo para o Hospital Carlos Chagas, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

O poder de Toninho Turco na época era tão grande que ele conseguiu eleger o filho deputado estadual. José Antônio Vieira Nicolau foi eleito aos 27 anos com 13.136 votos. Na época, o diretor-geral da Polícia Federal disse que Toninho Turco poderia ter ligações com traficantes colombianos do chamado Cartel de Medellín. Segundo investigações da polícia na época, Toninho Turco lucrava CZ$ 94 milhões por mês com a venda de cocaína. Ele também teria ligações com a cúpula do jogo do bicho.


Corregedor-geral do Senado pede respeito entre parlamentares

Do Diário OnLine
Com Agências

O corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP) alertou seus colegas, durante a sessão plenária de terça-feira, para a necessidade de obediência ao regimento interno da Casa. O senador se disse preocupado com a linguagem usada nos embates que envolveram diversos parlamentares nas sessões da última semana.

"Aquelas situações são absolutamente incomuns e foram motivadas por paixões políticas exacerbadas que não fazem parte do debate parlamentar, democrático e da essência do Senado Federal", advertiu o corregedor.

Tuma lembrou que a Corregedoria Parlamentar tem como escopo a promoção e a manutenção da ordem, da disciplina e do decoro parlamentar no interior do Senado Federal. E chamou seus colegas a agirem "com cortesia, prudência, integridade moral, política e pessoal, dignidade, honra e decoro, procurando adotar comportamento sereno em sua atuação parlamentar".

O corregedor chamou ainda a atenção para o fato de que o regimento dispõe de instrumentos para coibir eventuais excessos previstos. A primeira medida disciplinar prevista, em caso de infração, é a advertência, por meio da expressão "atenção". Não surtindo efeito, o presidente advertirá o senador usando da expressão "senador fulano atenção!".

Frustrado o aviso nominal, o presidente poderá retirar a palavra ao senador. E insistindo o parlamentar em desatender às advertências, o presidente determinará sua saída do recinto, o que deverá ser feito imediatamente. Em caso de recusa, o presidente suspenderá a sessão, que não será reaberta até que seja obedecida sua determinação.

Tuma lembrou, igualmente, que constituirá desacato ao Senado o parlamentar reincidir na agressão, por atos ou palavras contra a Mesa ou contra outro senador, nas dependências da Casa. Ele pediu que suas recomendações fossem publicadas e encaminhadas "àqueles que possam se interessar por elas".

"Não dirigi essas recomendações, em hipótese alguma, a qualquer membro deste Senado, mas foi em razão, realmente, da preocupação, da ressonância de algumas atitudes de comportamento não muito ético nesta Casa, nas últimas semanas", esclareceu Tuma.

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